Propaganda ao volante


Quem já brincou da última modinha da internet, “eu já” e “eu nunca”? O “eu nunca” do leitor acho difícil de descobrir, mas o “eu já” garanto que acerto; quem já estava ocupado com seus afazeres e ouviu lá da rua o anúncio da chegada daquele curso de faculdade para incrementar o currículo, sobre um evento interessante na sua rua, ou quem sabe palestras sobre como empreender e fazer render a sua empresa?

Brincadeiras a parte, estes e outros anúncios chegam até sua humilde residência através da propaganda volante, ou em bom português, o carro de som. As ondas de som que modernizaram o famoso “colocar a boca no trombone” buscando o consumidor em sua casa e fazendo sonorizar as propagandas e consigo a vantagem de as tornar itinerantes. Com certeza o carro de som não seria possível sem o surgimento dos maravilhosos “jingles” que, mais uma vez traduzindo, são as trilhas que transformam as letras famosas em propagandas atrativas.

Em 1904 o pai do rádio, Lee Forest criava o primeiro equipamento, mesmo ano em que fez a primeira demonstração com seu invento no estado da Louisiana, terras norte americanas. Sobre o surgimento do carro de som não é possível precisar muito bem, acredita-se, porém, que deva ter sido próximo de 1952, ano em que surgiram os primeiros equipamentos de som. Mais tarde, em 1984, os carros passaram a contar com os toca fitas e reprodutores de CD.

Se antes o ouvinte apenas ouvia as trilhas pelo rádio entre um folhetim e outro, nos dias de hoje, é muito difícil que consiga escapar de ser surpreendido pela sonoridade do carro de som. Antes ouvia-se o famoso e antigo jingle “sorria meu bem” através do velho amigo rádio e agora o consumidor é retirado de casa através do som sobre rodas da propaganda volante!

5 visualizações0 comentário